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08/07/2007 15:00
A falsa polêmica sobre a meta de inflação
Mais uma matéria, no mínimo, superficial, da Folha hoje -"Inflação reacende conflito entre BC e Fazenda" (só para assinantes), sobre a meta de inflação e as divergências, normais, dentro do CMN, entre a Fazenda e o BC, além da participação do Ministério do Planejamento. A matéria dá a entender para o leitor que o presidente e o ministro Guido Mantega defendem uma inflação de 4,5% e diz textualmente: "vale mais a palavra de Lula defendendo inflação de 4,5%". Uma versão grosseira da meta de inflação de 4,5%, que tem uma banda de 2% para cima e para baixo. Ou seja, pode ser de 2,5% ou de 6,5%. Logo, é uma meta para ser buscada na política fiscal e monetária, levando-se em conta o cenário econômico internacional e nacional, e os objetivos do governo, no caso de crescer 5% e criar mais de 1.500 milhões de empregos. Quer dizer, não tem nada a ver com ser a favor de mais ou menos inflação, mas sim de manter a meta de 4,5% que, com uma inflação abaixo dessa meta, como diz a matéria, entre 3,2% e 3,8%, pode permitir uma redução maior da taxa selic, um serviço da divida interna menor e mais investimentos ou menos impostos, além da redução da relação divida interna/PIB.
Trata-se, portanto, de uma política pró ativa para o aumento do emprego e o crescimento da economia. Reduzir a meta, seu centro, como se diz, para 4%, seria sinalizar para o mercado uma política monetária conservadora. O que vai contra a decisão clara do presidente de crescer 5% e criar mais empregos, 6 milhões no mínimo no segundo mandato que, somados aos 4,5 milhões do primeiro, darão quase 11 milhões de empregos formais a mais para o Brasil.
Uma revolução social silenciosa.
enviada por Zé Dirceu
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