Atualidade

06/07/2007 13:48

Os obstáculos para a reforma política

O líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) lamentou a falta de consenso em torno da reforma política e disse que a reforma política se transformou num passo muito difícil de ser dado, pois "prevalece na Câmara muito mais a força individual do que a coletiva".

Segundo o líder, o que está sendo votado na reforma está longe daquilo que o PT sempre defendeu. "Os defensores da reforma política esperavam uma Mercedes, no final já estavam admitindo um fusquinha, e acabamos com uma bicicleta velha, com pneus furados", lamentou. No entanto, mesmo ficando para o segundo semestre, segundo Luiz Sérgio, é muito difícil que a matéria seja votada. "No segundo semestre, pelo que eu pude perceber, vão defender a tese de que este passo no sentido da reforma política morreu e que tem que começar tudo novamente", alertou.

Na avaliação do líder petista, como não houve consenso para uma reforma política ampla, com todos os temas previstos inicialmente, é melhor partir para uma nova alternativa. "Entre aprovarmos um arranjo com o discurso de que se fez uma reforma, é melhor encontrar uma outra alternativa. Além disso, pretendemos discutir uma nova proposta de reforma política no 3º Congresso Nacional do PT, em agosto. Ou seja, esse atalho poderia se transformar em obstáculo à nossa luta prioritária que é pelo financiamento público exclusivo de campanha", adiantou.

Há um mês parada na pauta da Câmara, pela quarta semana seguida, fracassou outra tentativa de votar os temas da reforma. Ontem, líderes da base aliada chegaram à conclusão de que com os partidos divididos é inútil continuar tentando votar, ao menos neste semestre. "A reforma foi para o beleléu", disse o líder do PT, Luiz Sérgio.

Realmente é lamentável que isso tenha acontecido. A aprovação do voto em lista, da fidelidade partidária e do financiamento público de campanha era essencial para o fortalecimento dos partidos e do próprio processo democrático brasileiro. Tem razão o líder do PT. Se for pra aprovar um arremedo de reforma política, que não contemple essas questões fundamentais, é melhor recuar agora, reunir forças e buscar a aprovação de uma verdadeira reforma política em outra oportunidade.
enviada por Zé Dirceu






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